As máscaras de proteção e seu papel fundamental na luta contra Covid-19

Desde o começo da pandemia do novo coronavírus, as máscaras se tornaram um acessório comum pelo mundo. Mas mesmo com o sucesso do item a efetividade da máscara na prevenção do vírus ainda não possui comprovação científica.
A Organização Mundial de Saúde (OMS), recomenda que as máscaras cirúrgicas sejam usadas por pessoas com sintomas respiratórios, como tosse e dificuldade de respirar. A organização também recomenda o uso a profissionais de saúde e pessoas que prestam atendimento a indivíduos com sintomas respiratórios.
Apesar de não existir estudos científicos que comprovam a eficiência da máscara na prevenção do contágio, especialistas apostam no acessório como mais uma ferramenta de prevenção. Parte dos especialistas da saúde indicam o uso do item mesmo para quem não se encaixe no grupo recomendado pela OMS.
O uso das máscaras, mesmo que não seja 100% eficiente, pode evitar que gotículas de saliva contaminadas expelidas na tosse, espirro ou fala, entrem em contato com boca e nariz do indivíduo. Além proteger do contágio, a máscara também barra as gotículas do próprio usuário. O item se torna ainda mais relevante quando levado em conta que parte dos casos são assintomáticos.

Eficiência

Existem vários tipos de máscaras com diferentes graus de proteção contra o contágio, mas as máscaras cirúrgicas se tornaram as mais populares. Especialistas divergem opinião sobre quem necessita do uso das máscaras. Alguns apoiam que apenas infectados, suspeitos ou pessoas que precisam se relacionar com esse grupo precisem usar o acessório.
Outra parte dos profissionais sugere que todos devam usar, quando necessário a interação com outras pessoas.
A procura pelas máscaras cresceu absurdamente nas últimas semanas gerando uma sobrecarga na demanda do item. Máscaras cirúrgicas estão em falta até para profissionais da saúde. Com esse problema a caminho, alguns especialistas brasileiros já incentivam a população a produção de máscaras caseiras. O método, que basicamente se consiste em um pano limpo sobre a face, não é completamente eficaz mas pode ser melhor que proteção alguma.

Como utilizar

Caso sinta a necessidade de utilizar a máscara, é necessário algumas medidas para não se infectar com o próprio acessório de prevenção. Segue as indicações feitas pela OMS.
Antes de tocar na máscara, limpe as mãos com um higienizador à base de álcool ou água e sabão
Pegue a máscara e verifique se está rasgada ou com buracos.
Oriente qual lado é o lado superior (onde está a tira de metal).
Assegure-se que o lado correto da máscara está voltado para fora (o lado colorido).
Coloque a máscara no seu rosto. Aperte a tira de metal ou a borda rígida da máscara para que ela se adapte ao formato do seu nariz.
Puxe a parte inferior da máscara para que ela cubra sua boca e seu queixo.
Após o uso, retire a máscara; remova as presilhas elásticas por trás das orelhas, mantendo a máscara afastada do rosto e das roupas, para evitar tocar nas superfícies potencialmente contaminadas da máscara.
Descarte a máscara em uma lixeira fechada imediatamente após o uso.
Higienize as mãos depois de tocar ou descartar a máscara – use um higienizador de mãos à base de álcool ou, se estiverem visivelmente sujas, lave as mãos com água e sabão.
As máscaras podem ser fortes ferramentas no combate a disseminação da COVID-19, sempre conciliada com as demais medidas de prevenção.